Para assinalar o lançamento do nosso primeiro superfood smoothie de café, o Mocha de edição limitada, exploramos os prós e os contras da tua dose matinal de cafeína.
Café. Néctar dos grãos. Combustível de foguete. Remédio negro. Chama-lhe o que quiseres — é inegável que o café tem tido uma enorme influência na sociedade e cultura humanas há pelo menos seiscentos anos. E, ainda assim, depois de todo este tempo, continuamos sem consenso sobre se faz bem ou mal. Vamos tentar esclarecer — pelo menos por agora.
Pânico do café!
O café ganhou popularidade no mundo árabe no século XV, onde era valorizado como supressor de apetite e estimulante durante períodos de jejum. Mas não demorou muito até gerar polémica: foi proibido em 1511, em Meca, por líderes religiosos preocupados com os seus efeitos. Em 1675, Carlos II de Inglaterra tentou encerrar os cafés de Londres. E, em 1746, o rei Gustavo III da Suécia chegou ao ponto de confiscar chávenas de café. Mais recentemente, surgiram alertas sobre os riscos do consumo excessivo de cafeína.
Mas cada tentativa de afastar as pessoas do café parece ter o efeito oposto: hoje, milhões de chávenas são consumidas todos os dias.
Remédio ou veneno?
É uma das bebidas mais populares do mundo — e, para muitos, essencial para começar o dia. A questão é: faz mal ou até pode fazer bem?
A resposta curta: depende da dose. Em excesso, a cafeína pode causar dores de cabeça, ansiedade, tremores, perturbações do sono e problemas digestivos. Também pode representar riscos adicionais durante a gravidez ou para pessoas com determinadas condições de saúde.
Mas há boas notícias: o consumo moderado pode aumentar o estado de alerta, melhorar o desempenho físico e estar associado a menor risco de várias doenças, como Alzheimer, AVC ou diabetes tipo 2.
A cafeína atua no sistema nervoso central, bloqueando a adenosina (que causa sonolência) e estimulando a libertação de adrenalina. As recomendações gerais apontam para um máximo de cerca de 400 mg por dia — menos durante a gravidez.
Para além da cafeína, o café é rico em polifenóis, antioxidantes que ajudam a proteger o organismo. De facto, é uma das principais fontes de antioxidantes na alimentação moderna. Estudos sugerem que o consumo moderado pode beneficiar a memória e ajudar a prevenir o declínio cognitivo.
As pessoas por trás dos grãos
Produzir café exige tempo e dedicação: uma planta pode demorar até quatro anos a dar frutos. A maior parte do café vem do chamado “cinturão do café”, perto do equador.
O café do nosso Mocha da kencko vem de uma cooperativa em Uganda, com milhares de agricultores que produzem café Robusta biológico. Este grão é mais forte que o Arábica, tanto em sabor como em teor de cafeína, e exige menos recursos agrícolas.
No nosso Mocha, combinamos café com cogumelos chaga e shiitake, cacau, frutas vermelhas e canela — para te dar energia, sabor e 2 porções de frutas e vegetais logo pela manhã.
Fazer as pazes com o café
Se o café faz parte da tua rotina, não precisas de te preocupar — desde que consumas com moderação. Limita-te a uma ou duas chávenas por dia e prefere beber de manhã, para não afetar o sono.
Lembra-te também de que outras bebidas com cafeína contam para o total diário.
Conteúdo médio de cafeína
30–50 mg:
- Chá (240 ml): 30–50 mg
- Chocolate negro (>70%, 42 g): ~32 mg
- Refrigerante (330 ml): ~34 mg
- kencko jades ou mochas: ~35 mg
50–100 mg:
- Expresso: ~65 mg
- Café filtrado pequeno: ~100 mg
>100 mg:
- Café grande: ~225 mg
- Bebidas energéticas: 160–360 mg